quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

A REGULAÇÃO E AS LINHAS MESTRAS DA AVALIAÇÃO DOS SISTEMAS EDUCATIVOS

Após uma discussão teórica no fórum sobre este tema, deixo aqui a seguinte reflexão sobre os termoregulação e avaliação do sistema educativo.


Nos anos 80 e 90 do século passado, grande parte dos países no mundo conheceram reformas políticas e reestruturações no estado, decorrentes das transformações das funções e abrangência dos mesmos, culminando com a elaboração de modelos de regulação de acordo com o contexto de intervenção.

A regulação dos sistemas educativos 

No dicionário da língua portuguesa (7ª edição), encontra-se o termo “regulação” com a seguinte definição “ato ou efeito de regular; regulamento; norma; ação de um regulador, que tende a normalizar a atividade de uma função”. Refletindo o caráter polissêmico do conceito, Barroso (2005, p.728 )  referiu que “a regulação é vista como uma função essencial para a manutenção do equilíbrio de qualquer sistema (físico ou social) e está associada aos processos de retroação. Sendo esta quem permite ao sistema, através dos seus órgãos reguladores, identificar as perturbações, anular e tratar as informações relativas a um estado de desequilíbrio e transmitir um conjunto de ordens coerentes a um ou vários dos seus órgãos” (p.727).
No contexto educacional, o termo “regulação” está muito associado a” intervenção do estado nas políticas públicas” (Barroso, 2005,p.727), sendo sua discussão relativamente recente. A regulação é  uma questão institucional e política, já que “pressupõe uma deliberação coletiva e democrática no que diz respeito, à missão da escola” como refere a colega Conceição Oliveira na sua intervenção no fórum.
Os novos modelos de regulação tentam sobrepor as antigas formas de regulação. Por um lado, certos países sob influência do modelo quase-mercado, incentivam operadores privados a implementar uma oferta educativa, dando-lhe a função que até então era do estado (os pais já podem escolher escola para os seus filhos), e em consequência desta descentralização surgem concorrências entre escolas. Por outro, o modelo do estado avaliador promove autonomia para as escolas, o reforço de procedimentos de avaliação e prestação de contas, a diversificação da oferta de escola e a contratualização da gestão escolar),com vista a melhorar a qualidade da educação. Todas estas transformações contribuíram para coordenação e orientação da ação dos estabelecimentos, e todos os intervenientes do sistema educativo.

Resultado de imagem para A REGULAÇÃO E AS LINHAS MESTRAS DA AVALIAÇÃO DOS SISTEMAS EDUCATIVOS 


A avaliação dos sistemas educativos 

Desde que se empreendeu as reformas na educação desses países, a avaliação configurou-se como um dos elementos estruturantes na elaboração e  implementação de políticas  públicas, sendo vista como condição indispensável para  alcançar a qualidade  educacional, constituindo deste modo um instrumento de reflexão para transformar ações. A avaliação, assim como a regulação é uma questão institucional e política que, através de alguns procedimentos, procura manter o controlo da organização, seja de uma sala de aula, quando realizada pelos professores, seja de uma instituição escolar, quando aplicada pelo Estado. Concluindo pode-se afirmar que atrelado a ideia de avaliação, o termo regulação se revela como um dos papéis desempenhados na atividade de avaliar as várias atividades do ensino.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

A REGULAÇÃO E AS LINHAS MESTRAS DA AVALIAÇÃO DOS SISTEMAS EDUCATIVOS 

O  que carateriza o sucesso do sistema educativo Finlandês?


Das leituras efetuadas, dos vídeos visualizados e da aprendizagem feita nas discussão efetuadas no fórum , assim percebi o sucesso do Sistema Educativo Finlandês 
 
A meu ver três aspetos favorecem esse sucesso: a) a universalidade, a igualdade de oportunidade e a continuidade dos percursos escolares, b) a política da valorização do professor e c) Redução da carga horaria e do número de provas nas escolas.

O primeiro porque, este sistema garante á todas as crianças e jovens a mesma oportunidade de educação, mesmo os de baixo poder económico, estudando em escolas públicas de qualidade. Ou seja, o sistema educativo finlandês aposta seriamente na inclusão social das crianças e jovens. Nas aulas, os professores dão assistência individual aos alunos. Existe um plano de saúde para todos.
A importância dada ao papel do professor enquanto agente ativo do desenvolvimento curricular, e o segundo aspeto a considerar. Nesta perspetiva, se transformou o magistério numa carreira nobre, e o filme “The finland phenomenon: El mejor sistema educativo” demonstra bem isso, no desejo dos jovens em ser professor, colocando a carreira docente como uma das mais prestigiada e concorridas. O curso de professor é feito nas universidades, e para lecionar, o grau de mestrado é a condição exigida, instaurando desta forma a dignidade desses profissionais. Jovem assistem aulas dos professores, refletem sobre as práticas pedagógicas, questionam e adquirem as habilidades e capacidades para serem bons professores. Em termos salariais os professores são bem pagos, com metade do salário de um deputado. Estes tem a autonomia de planificar as aulas, escolher seus métodos, tendo foco sempre no projeto educativo da escola.
E o ultimo aspeto, fez com que se valorizasse o raciocínio individual, desta forma cada um dos alunos é respeitado ao seu ritmo e ao seu tempo de aprendizagem. A confiança e a liberdade com que relacionam com os professores despensa a pressão que muitas vezes as provas exercem sobre eles, sendo assim se investiu nas aulas de inovação e empreendedorismo.

O sistema educativo Finlandês é avaliado pelos municípios e diretores da escola, tendo o primeiro o papel de organizar a educação básica, de fazer a avaliação interna das escolas e externa ao nível da OCDE os resultados do PISA. Ao segundo, cabe a responsabilidade de avaliar coletivamente professores e o ambiente que se vive dentro da escola. A autoavaliação constitui uma “cultura” do sistema educativo finlandês que sendo descentralizado faz com que todos encarem a avaliação e a regulação como ferramentas indispensáveis ao desenvolvimento do sistema. Segundo Barroso (2005, p.36) "a forte autonomia concebida aos estabelecimentos escolares finlandeses fez-se acompanhar de uma avaliação externa que substitui as normas legais no controlo dos estabelecimentos”.
Por tudo isso podemos dizer que o sucesso deste sistema deve-se não só as políticas educacionais mas também sociais.